Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-11-28 21:06:06

Tags: avaliação de vinhos,casa tertúlia,espumante brasileiro,espumante brasileiro premiado,melhores vinhos brasileiros,vinho,vinho tinto,vinhos brasileiros,vinhos de qualidade,vinhos nacionais,vinhos premiados,vinícola casa tertúlia,vinícola revelação,wines of Brazil awards,

Últimas horas para votar na Casa Tertúlia como Vinícola Revelação

Votação encerra segunda-feira após o meio-dia. Para votar acesse o link abaixo.

Quem deseja votar na Casa Tertúlia para o prêmio de Vinícola Revelação ainda pode acessar a página de votação e participar. São oito finalistas sendo seis da Serra Gaúcha, uma de Viamão e a Casa Tertúlia representando o Alto Uruguai gaúcho.

A premiação é muito importante para a nossa região, pois permite a divulgação da alta qualidade dos vinhos aqui produzidos para todo o Brasil. O concurso Wines of Brazil Awards é um dos maiores eventos de avaliação de vinhos nacional, com muitos apreciadores com olhos atentos aos resultados.

Para votar, acesse: https://www.survio.com/survey/d/P0S7A2N6C1Q9V3O0P

«
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-11-28 01:34:24

Tags: premio,vinho brasileiro,vinho de qualidade,vinho nacional,vinhos premiados,vinícola revelação,

Destaque em concurso nacional, Casa Tertúlia concorre a Vinícola Revelação

Com 14 medalhas alcançadas nas categorias mais altas da competição, agora concorremos ao título de Vinicola Revelação 2021.

Neste ano a Casa Tertúlia participou pela primeira vez de uma avaliação de vinhos a nível nacional, a Wines of Brazil Awards, e começamos com o pé direito: foram 14 rótulos premiados com medalhas das mais altas classificações (Gold, Grand Gold e Platinum).

Em função desse bom desempenho, o júri técnico nos indicou ao prêmio de Vinícola Revelação 2021. A premiação ocorrerá por meio de votação pública online durante este final de semana.

Clique aqui para votar na Vinícola Casa Tertúlia, e ajude-nos a trazer essa importante premiação para nossa região!

Veja mais na mídia:

https://www.jornalnoroeste.com.br/noticia/economia/vinicola-casa-tertulia-concorre-a-premiacao-nacional-neste-final-de-semana

https://www.clicnoroeste.com/noticia/4674/vinicola-casa-tertulia-se-destaca-em-concurso-de-vinhos-e-concorre-a-premio-de-vinicola-a-nivel-nacional

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-11-25 23:52:58

Tags: degustação de vinhos,espumantes,evento,festa,ingresso,reabertura,três de maio,vinícola,

Dia 18 de dezembro será a Reabertura da Vinícola

Adquira o seu ingresso para participar do evento de reabertura no jardim da vinícola

Dia 18 de dezembro de 2021 ocorrerá a reabertura da vinícola! O evento acontecerá no jardim da Casa Tertúlia e será regado a muito espumante e com degustação dos nossos vinhos premiados. Venha nos visitar e aproveitar de um final de dia incrível! Para aquirir o seu ingresso, acesse: https://forms.gle/J7AtE5zGwYHdEUTU9


Aguardamos vocês!

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-04-13 16:10:50

Tags: aves,casa tertulia,galinhas,galinhas d'angola,gansos,meio-ambiente,natureza,ovinos,patos,qualidade de vida,respeito ao meio-ambiente,saude,sustentabilidade,sustentável,uva,uvas,vinhedo,vinho,vinho sustentavel,vinicola,vinícola,vinícola casa tertúlia,vinícola sustentável,vinicolas sistentaveis,vinícolas sustentáveis,vinicolas sustentaveis,viticultura,

Vinhedos sustentáveis

Elaborar bebidas de alto padrão vem acompanhado de muita dedicação nos vinhedos. Conheça um pouco dos cuidados e manejos que adotamos com as videiras aqui na Casa Tertúlia.

O amor por animais e um ambiente sustentável

O primeiro passo para conciliar videiras com animais como ovinos e aves é ter muito amor e respeito no cuidado deles e das plantas. Buscamos um ambiente sustentável onde cada elemento do sistema viva de forma saudável e bem‑cuidada.

Uvas de maior qualidade

O resultado são frutos que apresentam altos níveis de sanidade, maturação e qualidade elevada, crescendo em um ambiente saudável com o mínimo de intervenções. A cada dia investimos em mais práticas para promover um cultivo sustentável.

Conciliação com ovinos para controle de ervas‑daninhas

As ovelhas são parte importante do manejo que adotamos aqui na Casa Tertúlia, pois ao se alimentarem de inços que crescem nos vinhedos elas permitem fazer um controle ambientalmente correto da vegetação sobre o solo, que pode vir a competir com as videiras. Combatendo as ervas daninhas com sustentabilidade, as uvas crescem mais fortes e sadias.

Tecnologia em irrigação subterrânea e segurança hídrica

Conhecendo o terroir do Alto Uruguai gaúcho, sabemos que apesar dos períodos de chuva e frio, também ocorrem verões muito intensos com risco de estiagem. Uvas sem um fornecimento hídrico adequado não podem se desenvolver, correndo o risco até mesmo de morte das plantas. Pensando nisso implementamos uma tecnologia israelense de irrigaçao por gotejamento subterrâneo, que evita desperdícios e permite que as videiras tenham água em momentos chave para ser crescimento, e, por consequência, uvas de maior qualidade.

Cuidado de cada planta, acompanhamento e dedicação na viticultura

Diferentemente de uvas cultivadas em extensos hectares de terra, na Casa Tertúlia optamos por lotes limitados a um tamanho que nos permita cuidar de cada pé, acompanhando em passeios frequentes aos vinhedos o desenvolvimento das videiras. Isso nos permite combater eventuais ataques de insetos, fungos ou outros fatores nocivos de forma pontual e controlada. Assim, se uma planta apresenta alguma enfermidade, ela logo é encontrada e tratada antes de se transmitir para as outras. Se uma videira nova cai no chão e sofre os abalos do vento, ela é rapidamente encontrada e firmada, o que evita machucados nos galhos e caule e, com isso, a entrada de doenças. Cuidados como esses elevam a qualidade das videiras e seus frutos.

Patos, galinhas d’angola, gansos e galinhas caipiras no controle de pragas

A presença de aves na propriedade auxilia no combate de insetos que, em demasia, podem prejudicar as plantas. Um número controlado desses animais permite um número também controlado de pragas. De forma natural, as aves se alimentam desses pequenos insetos e mantêm toda a área em equilíbrio sustentável. Além disso, tornam o ambiente mais bonito e nos alegram com suas visitas e seus banhos no açude.

Contamos com a ajuda de todos

Além das aves e ovelhas temos cavalos que pastam em um ambiente separado do vinhedo e contamos com a ajuda do nosso fiel escudeiro Bob. Ele auxilia a cuidar das ovelhas, nos acompanha pelos vinhedos e está sempre disposto a receber um abraço e um carinho. Sem dúvida esses ajudantes não podiam passar sem serem mencionados!

Uvas saudáveis, a cada ano comprovando que nossa dedicação vale a pena

Ano a ano, a cada safra, recebemos a confirmação de nossos esforços e a recompensa da natureza: frutos sadios, maduros e doces que virarão vinhos ou sucos que expressam o cuidado e a qualidade de um manejo sustentável.

Plantação de mata nativa e recuperação de vertentes

Além do cuidado com as uvas, pensamos que todo o ambiente deve ser tratado com respeito à natureza. Não queremos apenas que os vinhedos sejam sustentáveis, mas que essa prática se estenda para toda a área em que vivemos. Por isso plantamos constantemente mudas nativas, com centenas já plantadas, fazemos a recuperação de água de vertentes, respeitamos matas ciliares e, como dizemos sempre, desejamos um mundo cheio de tertúlias sob as árvores. Acreditamos que novas técnicas e tecnologias sustentáveis, com o auxílio da ciência e das pessoas, podem fazer crescer uma mentalidade de cuidado e respeito ai meio‑ambiente.

Galinhas felizes no vinhedo

Com sua casinha móvel, as galinhas caipiras passam o dia no vinhedo alimentando‑se de insetos, fazendo a limpeza dos vinhedos e fornecendo matéria orgânica. A brincadeira é dizer que às vezes encontramos quase mais ovos do que uvas por lá! Vivendo livres e felizes, conseguimos conciliar a plantação de uvas com aves, que se auxiliam mutuamente.

Vinhedos saudáveis e bem acompanhados

Acompanhamos os vinhedos frequentemente para garantir que tudo esteja em ordem.

Colheita da uva

Nesta foto temos as caixas dispostas em cada fileira para a colheita dos frutos que partem direto para a vinícola, onde são processados de modo a manter sua qualidade no produto final. Claro que o Bob está acompanhando!

Qualidade, qualidade e qualidade

Perseguimos de forma crescente a excelência no que fazemos. Frutas com qualidade para produtos de qualidade.

Manejo de ovelhas

Para que possamos garantir as melhores condições nos vinhedos, fazemos uma seleção de períodos e número de animais que ficam no vinhedo, o que é fundamental para a saúde das plantas e a qualidade dos frutos.

Alegria em encontrar um ambiente fértil e sustentável

Quando as uvas começam a surgir, compreendemos que estamos perseguindo o caminho certo, sempre evoluindo e buscando mais qualidade, sustentabilidade e ume vida feliz e saudável.

Patinhos e gansos tomando banho no açude

Uma cena que muito se vê pela Casa Tertúlia!

Vinhedo ao fim do dia

Sol se pondo nos vinhedos em um dia de verão, logo após a vindima.

Um pouco das cores do Alto Uruguai gaúcho

Com belos planaltos e longos horizontes, muita incidência solar e grande variação térmica, o Alto Uruguai tem um terroir próprio e promissor para os vinhos.

Mais informações sobre o assunto em:

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinicolas-brasileiras-comecam-a-utilizar-metodos-sustentaveis-na-sua-producao_3505.html
https://revistapesquisa.fapesp.br/ovelhas-e-gansos-entre-as-vinhas/https://www.clubedosvinhos.com.br/sustentabilidade-na-producao-de-vinhos/#:~:text=Antes%20de%20tudo%2C%20%C3%A9%20preciso,processo%2C%20ou%20melhor%2C%20minimizando%20os https://wp.ufpel.edu.br/vitivinicultura/ https://www.ecycle.com.br/component/content/article/41-pegue-leve/2643-vinho-sustentavel-ecologico-bebida-dos-deuses-saudavel-ambientalmente-correto-naturais-verdes-mercado-organico-simples-agrotoxicos-sulfitos-so2-dioxido-enxofre-antroposofia-filosofo-cosmos-exotico-chifre-vinificacao-antioxidante-leveduras-toxico.html https://engarrafadormoderno.com.br/materia-principal/a-sustentabilidade-nas-vinicolas
https://www.clubedosvinhos.com.br/sustentabilidade-na-producao-de-vinhos/#:~:text=Antes%20de%20tudo%2C%20%C3%A9%20preciso,processo%2C%20ou%20melhor%2C%20minimizando%20os
https://abrafrutas.org/2019/04/tecnicas-sustentaveis-de-plantio-preservam-o-solo-e-aumentam-rendimento-da-producao/

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-04-09 14:29:00

Tags: beurre noisette,brown butter,brut,brut alliance,casa tertulia,espumante-brut,frutos do mar,harmonizar espumante,harmonizar espumante brut,manteiga,manteiga dourada,moscato,moscato de alexandria,moscato-2019,receitas com espumante,risoto,risoto com espumante,risoto de espumante,risoto de vieiras,risotto,risotto de espumante,risotto de vieira,vieiras,vinho branco,

Risotto de Espumante com Vieiras na Manteiga

Este prato é servido com um inusitado risotto de espumante, que é coberto por vieiras douradas na manteiga com cheiro verde e finalizado com uma colher extra de beurre noisette. Uma refeição saborosa e diferente, ideal para fazer acompanhado ou mesmo para aqueles dias em que você só quer cozinhar algo especial para si mesmo.

Aprender os segredos para fazer risotos pode ser um pouco cansativo no começo, mas uma vez manejada a técnica, é possível cozinhar pratos incríveis, dos mais práticos aos mais elaborados. Quando você pega o jeito, é muito simples inventar suas próprias versões e receitas. Por que não começar tentando algo refinado, mas ao mesmo nem tão complicado assim?

Geralmente, quando fazemos risotos, o acompanhante presente na maioria das receitas é o vinho branco. Mas é possível usar, em vez do vinho tranquilo, um ingrediente menos usual: o espumante. Preferenciamelnte espumantes mais secos, como o Brut Alliance da Casa Tertúlia, evitando os mais doces, como os moscateis ou demi-secs. Caso você queira usar o vinho branco, também é possível, mas siga a mesma indicação: deixe os adoçados para as sobremesas, e mande os secos para perfumar as panelas! Um vinho que você pode usar na receita e para acompanhar o prato é também o Moscato de Alexandria da Casa Tertúlia. Vamos aos ingredientes?

O espumante Brut Alliance da Casa Tertúlia. Vibrante, jovial e elegante, harmoniza com frutos do mar e risottos.

Para o risotto de espumante:
6 xícaras de caldo de frango ou vegetal
1 colher de sopa de azeite (de oliva ou vegetal)
4 dentes de alho picados
Sal e pimenta a gosto
1½ xícara de arroz arbório
¾ de xícara de espumante seco (como sugestão, o Brut Alliance da Casa Tertúlia)
4 colheres de sopa de manteiga sem sal
¾ de xícara de queijo parmesão ralado na hora

Para as vieiras em manteiga noisette e ervas:
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
600 g de vieiras
Sal e pimenta a gosto
2 dentes de alho picados
3 colheres de sopa de salsa fresca picada
1 colher de sopa de cebolinha fresca picada (opcional)

Iniciamos a preparação pela base, o risotto de espumante…

O arroz é a base do risotto. Ele deve ficar cremoso e saboroso, e isso requer uma preparação adequada, com uma boa dose de manteiga e caldo, misturarndo bastante. Nesta receita, o diferencial entra com uma dose do espumante Brut Alliance Casa Tertúlia.

Em uma panela, aqueça o caldo em fogo baixo até ficar quente. Em outra panela ou frigideira, aqueça o azeite em fogo médio a baixo. Junte o alho com uma pitada de sal e um pouquinho de pimenta. Adicione o arroz. Cozinhe, mexendo sempre, para dourar o arroz durante 3 a 5 minutos, até que ele fique translúcido. Assim que ele alcançar essa coloração, acrescente o espumante Brut Alliance da Casa Tertúlia. Cozinhe até que o espumante seja absorvido, e adicione 1 xícara do caldo quente, mexendo continuamente, até ser absorvido. Repita o procedimento com 1 xícara de caldo, mexendo para ocorrer a absorção novamente. Faça o mesmo com mais 2 a 3 xícaras do caldo, até o momento em que o arroz fique cremoso e al dente. Queremos que ele não fique seco, mas que pareça “hidratado”, e que algum líquido fique na panela ao servir. Esse processo todo deve levar cerca de 15 a 20 minutos. Junte a manteiga até derreter, e faça o mesmo com o parmesão. Prove o arroz e tempere com sal e pimenta a gosto. Isso vai depender de quão salgado é o queijo, então é sugerível adicionar conforme necessário.

Seguindo com as vieiras…

Vieiras dourando em manteiga, parte fundamental da receita e que dá um sabor especial ao prato.

O primeiro passo é selecionar vieiras frescas, que devem ter aparência brilhante e aroma adocicado. Como esses moluscos duram pouco tempo, é mais comum encontrá-los congelados, mas se você conseguir encontrá-los frescos, maravilha! Se não, reserve um tempo para que eles descongelem, secando-as em seguida com papel-toalha e temperando com sal e pimenta. Coloque uma panela de ferro para aquecer em fogo médio. Adicione manteiga, que logo irá dourar em contato com a panela de ferro. Espalhe então as vieiras em uma só camada pelo fundo da panela. Elas cozinham bem rápido, então em cerca de 2 minutos de cada lado elas devem estar douradas e prontas, dependendo do tamanho. Desligue o fogo e junte o alho picado, que continuará a cozinhar por mais um minuto ou mais. Depois polvilhe o cheiro verde com salsa picada e cebolinha sobre as vieiras.

Vieiras já douradas na manteiga e temperadas com alho, cheiro verde, sal e pimenta.

Beurre noisette para um sabor amanteigado extra…

Para fazer uma beurre noisette, ou seja, uma manteiga com um douradinho a mais, coloque os pedaços de manteiga em uma frigideira em fogo médio (pode ser a mesma que você usou para as vieiras) e cozinhe até borbulhar, mexendo ocasionalmente, até que alguns pontinhos marrons comecem a aparecer no fundo. Assim que isso ocorrer, desligue o fogo e continue mexendo por cerca de 30 segundos. Aí é só derramar uma colher por cima, o que vai acrescentar ainda mais sabor ao prato final.

Confira o vídeo caso você tenha alguma dúvida sobre como fazer a manteiga dourada. Lembre-se que para o prato apenas algunas colheres bastam, mas você pode fazer mais e guardar para ouras receitas.

Empratamento

Coloque o risotto em uma tigela mais alta ou em um prato, cobrindo-o em seguida com as vieiras. Você pode servir num estilo mais caseiro, colocando tudo em uma tigela grande, ou como porções separadas. Regue mais um pouquinho de manteiga noisette por cima. Se você quiser também dá para polvilhar um pouco de parmesão.

Vieiras, risotto de espumante, cheiro verde e parmesão: tudo coberto por uma generosa colher de manteiga noisette.

Harmonização

Sirva esse risotto de espumante e vieiras na manteiga com cheiro verde acompanhado de uma bebida refrescante e que vá bem com frutos do mar, como é o caso do Brut Alliance da Casa Tertúlia.


Receita original e fotografia compartilhadas no site: https://www.howsweeteats.com/2021/02/scallop-risotto/
Para tirar dúvidas sobre as vieiras: https://blog.tudogostoso.com.br/cardapios/receitas-faceis/o-que-e-e-como-preparar-vieira/ ou https://paladar.estadao.com.br/ingredientes/vieira,10000012852
Sobre beurre noisette ou manteiga dourada: https://cozinhatecnica.com/2019/06/beurre-noisette/

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-02-11 12:42:16

Tags: Alto Uruguai e Novos Terroirs do Brasil,casa tertúlia,enologia,livro,livro sobre vinhos,livro sobre vinícolas brasileiras,regiões vinícolas brasileiras,vinho,vinho brasileiro,vinícola,

Casa Tertúlia é referida em livro sobre vinhos do Brasil

Livro Gente, Lugares e Vinhos do Brasil, acompanhado do vinho Cabernet Sauvignon da Casa Tertúlia, mencionado na obra.

Publicado no fatídico ano de 2020, o livro de Rogerio Dardeau, Gente, Lugares e Vinhos do Brasil, traz mais um feito importante para a vinicultura brasileira, em pleno ano de avanço do consumo e apreciação desta bebida elaborada em nossos solos.

Trazendo um amplo conjunto de vinícolas, regiões produtoras e pessoas que fazem vinho de sul a norte no país, Rogerio alcança um resultado muito promissor para quem deseja conhecer mais sobre a diversidade de nossas produções, marcando o grande número de brasileiros engajados com a arte do vinho.

À página 264 do livro, trecho em que se menciona a vinícola Casa Tertúlia, em capítulo acerca da região do Alto Uruguai gaúcho.

Do Alto Uruguai, na fronteira norte do Rio Grande do Sul com a Argentina, onde se encontra a vinícola Casa Tertúlia, passando pela Serra Catarinense, o Sul de Minas, a baiana Chapada Diamantina, compilando do norte até a Serra Gaúcha, são mencionadas no livro, em mais de 10 páginas em lista dupla, as pessoas que fazem com que essa história aconteça. A imensidão destacada pela obra indica também a necessidade de olhar-se a partir de uma nova perspectiva essa então importante atividade econômica do Brasil, cada vez mais presente e em crescimento constante.

Não bastasse esse grande compilado, o autor também trata de questões de legislação do vinho, das castas de uva produzidas e de uma série de aprendizados em enologia e viticultura. Transportando a demanda por uma identidade do vinho brasileiro, desde suas origens até suas expansões mais recentes, não se deixa de lado nem mesmo alguns projetos que foram iniciados e não se concluíram, marcando a grande pesquisa realizada pelo escritor.

Livro de Rogério Dardeau sobre vinhos brasileiros, as pessoas e as regiões que estão fazendo sua história, acompanhado pelo vinho elaborado no Alto Uruguai gaúcho, presente na obra.

A Casa Tertúlia é agraciada pela menção de suas práticas sustentáveis, destacando os ideais da vinícola que busca pela elaboração de vinhos de alto padrão, com o entusiasmo das tertúlias e o conforto da casa que a nomeiam. Além da utilização de rebanho de ovinos e de aves nos vinhedos, lembram-se de alguns dos primeiros vinhos elaborados pela casa, como o Merlot, o Cabernet Sauvignon e a varietal labrusca Isabel, uma das mais tradicionais uvas cultivadas no solo brasileiro. Ao norte do Rio Grande do Sul, encontramos um trilho cujo contorno é atualmente construído, com o surgimento de novas vinícolas, desde cooperativas até as vinícolas boutique, como é a Casa Tertúlia, que estão buscando deixar sua marca no mundo dos vinhos. Presente, o Alto Uruguai gaúcho e, em especial, a Casa Tertúlia, encontram-se muito contentes por participar dessa obra do vinho brasileiro.

Fonte:
DARDEAU, Rogerio. Gente, Lugares e Vinhos do Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 2020.

Para adquirir o livro, acesse: https://www.mauad.com.br/index.php?route=product/product&product_id=33906

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-02-02 03:40:37

Tags: história da uva,história do rio grande do sul,história do vinho,imigrantes,imigrantes alemães,imigrantes europeus,imigrantes italianos,isabel,isabel-2018,suco de uva,suco-de-uva-bordo-integral,suco-de-uva-branco-integral,uva isabel,uvas americanas,vinho colonial,vinho de garrafão,vinho de mesa,vinho isabel,vitis labrusca,

Isabel, vitis labrusca: um vinho na memória gustativa de muitos

De casta proibida a memória bem guardada, os vinhos de uva Isabel evocam a história de nossos antepassados e voltam a ser prestigiados por suas pecularidades.

“Quando bebo esse vinho, lembro do meu avô, dos almoços em família, abastecidos pelo vinho que ele fazia e guardava no porão da sua casa.” Esse relato, não incomum quando convidamos amigos para degustar nosso vinho proibido, costuma ser manifesto por muitos que viveram uma história hoje menos usual, mas ainda presente nas memórias de muitos. Por ser uma uva de cultivo mais dócil e de fácil adaptação, sua presença estendeu-se por nossos solos, especialmente no sul do país, onde muitos imigrantes europeus utilizaram a variedade para fazer vinhos, buscando reproduzir os que conheceram em suas terras originárias.

Não se encontravam videiras à época no Brasil. Na tentativa de cultivá-las, eram trazidas frações de seus galhos, que, ao serem afundadas na terra, desenvolvem as plantas perfeitamente. Mas o cultivo de uvas finas, além de ser ameaçado pela filoxera (inseto que dizimou vinhedos pelo mundo no século XVIII), não obteve êxito, até se passar a utilizar mudas enxertadas, o que ocorreu apenas na década de 1920 no Brasil. Dificuldades no manejo e tentativas fracassadas ocasionaram a substituição das mudas de cultivares europeias (vitis vinífera) pelas americanas (vitis labrusca), que além de tudo são mais resistentes à filoxera. De espécies diferentes e características bastante variadas, unificam-se quanto ao resultado tão desejado: o sumo fermentado das uvas que reaparecia então sobre as mesas.

Reunião familiar em Caxias do Sul, datada de 1928, de Franklin Benvenutti. Apesar das garrafas remeterem atualmente à cerveja, a coloração nos copos e o contexto de produção de vinhos, presente então na época, indica-nos qual era a bebida desfrutada.

Foi essa transformação que ainda hoje faz com que muitas pessoas tragam o hábito de elaborar vinhos com uvas de mesa, como é o caso da uva Isabel, e muito comumente inclusive desconheçam as viníferas europeias. Assim, guarda-se na memória o vinho conhecido através de familiares ou amigos e que era produzido dessa forma. Muitos ainda seguem o cultivo ou o consumo de vinhos de mesa, preferindo-os sobre os vinhos finos (assim chamados pela legislação brasileira, sendo uma das poucas categorias distinguidas, se compararmos, por exemplo, às inúmeras diferenciações encontradas nas leis da França). Mesmo que nos dias atuais vinhos de todas as castas e partes do mundo estejam acessíveis, as recordações mantêm com carinho os sabores e aromas que se sentiam naquelas taças.

Os famigerados “vinhos de garrafão”, por muitos conhecidos e ainda comercializados não como raridade no sul do país, são em sua vasta maioria vinificados a partir de uvas de mesa.

Em 1913, a plantação de uvas Isabel no Rio Grande do Sul equivalia a 96% de todas as videiras encontradas. Hoje em dia, seu percentual é de 32%, o que marca uma variação no consumo e produção de vinho. Com o passar do tempo, foram surgindo no país vinhedos de uvas europeias, como a Cabernet Sauvignon e a Merlot. Passou-se a descobrir como cultivá-las e a apreciar os vinhos finos, que efetivamente se destacam em algumas características perante os vinhos de uvas americanas. Por exemplo, não é comum um vinho de mesa manter-se em seu melhor estado senão em seus anos mais jovens, embora haja raríssimas exceções. Ademais, esses vinhos costumam conservar suas características durante seu breve período de maturação, ou seja, um vinho Isabel terá em 3 anos os mesmos sabores e aromas que possuía quando de sua elaboração, sem mudanças expressivas. Nos vinhos finos, sobretudo os mais encorpados, ocorre o fenômeno inverso, que muito nos encanta, em que há alteração das notas sensoriais com o decorrer do tempo. O Cabernet Sauvignon da Casa Tertúlia de 2018 possuía coloração rubi e forte aroma de frutas vermelhas silvestres nesse ano. Hoje, encontram-se agregadas notas de caramelo, chocolate e especiarias, que se desenvolveram com o tempo, assim como uma coloração granada muito diversa.

Já o vinho Isabel da Casa Tertúlia pode ser considerado um vinho “atemporal”, pois os sabores frutados que apresentava em sua elaboração ainda nos surpreendem ao se mostrarem nas taças que dele servimos. Este vinho, porém, tem uma peculiaridade. A enóloga utilizou uma técnica de contato com viníferas finas, o que lhe tornou mais tânico, deu-lhe corpo, intensidade de cor e estrutura, e aproximou-o de características de vinhos feitos com uvas europeias, não deixando as marcas da uva Isabel ocultadas, mas lhe dando maior complexidade. Assim, mesmo sendo um vinho indubitavelmente resultante de uma varietal labrusca e todas as memórias que elas nos trazem, serviu como experimento de sucesso para apresentar o amálgama das duas espécies de uva.

Encravado na memória afetiva e gustativa de muitos, o vinho Isabel deve ser honrado e reconhecido enquanto tal, pois além de carregar lembranças e uma boa parte da história de nossos antepassados, é apreciado por suas propriedades únicas e características. Mais terroso, frutado e indicado para ser bebido jovem, sua coloração de vermelho rosado atinge muitos apreciadores, livres das regras dos vinhos finos, que dirigem a ele seus mais agraciados votos de admiração e desfrute, tornando-o um vinho diferente, inusual aos que ainda não o conhecem, e uma torrente de lembranças aos que o levam em sua história.

Vinho de mesa Isabel da Casa Tertúlia elaborado no Alto Uruguai gaúcho. Além de suas notas frutadas e terrosas, traz a história de inúmeras famílias que produziram esse vinho por gerações.

Por se tratar de um vinho presente na memória de tantos que, através dele, reencontram-se com seus pais, mães e avós, optamos por elaborar, aqui na Casa Tertúlia, um vinho ícone de nossa história, que ao ser degustado nos leva a recordar de conversas, pessoas e momentos que marcaram nossas vidas. Queremos que depois de nós também outros o conheçam, pois nele há mais do que uma casta “não fina”, e sim um elogio aos tempos difíceis, às superações e ao amor que os seres humanos têm por boas conversas, regadas a bons vinhos. Este que, aliás, é o mote da Casa Tertúlia. Um viva também aos vinhos de mesa de boa qualidade!

Fontes:
https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/especiais/vinhos_e_espumantes_2019/2019/05/682534-isabel-a-historia-do-vinho-gaucho.html
https://vinhonosso.com/tag/vitis-labrusca/
https://crownwines.com.br/as-uvas-vitis-vinifera-e-vitis-labrusca/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reuni%C3%A3o-de-fam%C3%ADlia—1928.jpg
https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/06/691115-simbolo-do-interior-gaucho-vinho-colonial-comeca-a-deixar-os-poroes.html
https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/uva_para_processamento/arvore/CONT000g5f8cou802wx5ok0bb4szwyx060i6.html
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612000000100022
https://amanha.com.br/categoria/brasil/a-epopeia-da-isabel-uva-que-transformou-o-agricultor-em-viticultor
https://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Boa-de-Copo/noticia/2020/08/conheca-o-vinho-natural-feito-com-renegada-uva-isabel-mesma-do-vinho-de-garrafao.html
http://vinho.ig.com.br/2020/06/04/a-filoxera-foi-o-coronavirus-do-vinho.html

Agradeço também a Viviane e Leodir Hilgert pelo entusiasmo e os ensinamentos passados com seus relatos.

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-01-28 18:39:15

Tags: história da moscato de alexandria,história da uva,história da uva moscato,moscato,moscato de alexandria,moscato-2019,muscat,uva aromática,uvas aromáticas,vinhas antigas,vinho aromático,

Moscato de Alexandria, uma casta ancestral e aromática

Uma casta milenar que multiplicou-se do Mediterrâneo para o mundo.

Originária do Egito às margens do Rio Nilo, esta casta da cidade de Alexandria é considerada uma “vinha antiga”, cuja carga genética acredita-se haver permanecido sem alterações. Tipicamente mediterrânea, hoje é cultivada em inúmeros países, sendo uma das primeiras das mais de cento e cinquenta variedades da família Muscat a viajar pelo mundo. Costuma trazer notas florais, como a flor de laranjeira, frutadas remetendo a damasco, pera, maçã e cítricos, como também mel e erva-doce. Junto de seus aromas marcantes, é lembrada por ser uma varietal muito característica.

A Moscato de Alexandria é uma variedade de uvas Moscato, que, vindo da Grécia para a Itália, receberam o nome de pianae, “preferida das abelhas”, devido a seu alto grau de doçura.

Moscato de Málaga, da Espanha ou simplesmente Moscato branca de grãos grandes, há quase trezentos sinônimos para nomeá-la no Centro Internacional de Variedades Vitíferas (VIVC). Essa pluralidade marca sua presença em muitas partes do mundo, sendo utilizada para a elaboração de vinhos fortificados de Jerez, vinhos doces em países como Portugal, Itália, Espanha e Austrália, e servindo de base para espumantes moscateis brasileiros.

Estima-se que a Cleópatra bebia o vinho de Moscato de Alexandria trazido da ilha de Samos, no Mar Egeu ao noroeste da Grécia, onde a uva era intensamente cultivada.

Nos séculos XVII e XVIII também se consumia os doces vinhos de Málaga produzidos com essa uva, tornando-se um negócio próspero que conquistou até mesmo o paladar das donzelas inglesas na corte vitoriana do século XIX. O comércio desses vinhos que eram exportados intensamente durou até a dizimação da filoxera, recuperando-se então a produção por outras lugares, como o Chile, o Brasil, os Estados Unidos e a Argentina.

A característica mais marcante dos vinhos resultantes da Moscato é sua intensidade aromática. Nenhuma casta possui um aromas tão inconfundível quanto o de seus vinhos, que trazem o perfume da uva madura, frutas como o damasco e a pêra com notas almiscaradas e suavemente florais. Compartilhando dessas características, a Moscato de Alexandria compõe vinhos brancos muito variados e versáteis, secos, doces e espumantes, com elegância e potência de aromas e sabores bem distinguidos.

A vinícola Casa Tertúlia elabora um Moscato de Alexandria sur lie no Alto Uruguai gaúcho que marca as características dessa varietal. A passagem por borras elevou ainda mais a sua alta aromaticidade, tornando-lhe um vinho intenso e complexo.

Fontes:
https://www.vivc.de/index.php?r=passport/view&id=8241
https://revistaadega.uol.com.br/artigo/a-diversidade-da-moscatel_2817.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Muscat_of_Alexandria
https://fr.wikipedia.org/wiki/Muscat_d%27Alexandrie
https://en.wikipedia.org/wiki/Muscat_of_Alexandria
https://www.portalbonvivant.com.br/post/moscato-de-alexandria-conhe%C3%A7a-um-vinho-brasileiro-elaborado-com-essa-uva
https://www.mistral.com.br/tipo-de-uva/moscatel-de-alexandria
http://www.vivtravel.com/cleopatras-wine/

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-01-24 17:38:03

Tags: Alto Uruguai e Novos Terroirs do Brasil,borras,casa tertúlia,élevage sur lie,enologia,maturação sobre borras,método francês,moscato,moscato de alexandria,moscato-2019,muscadet,muscadet de la loire,sur lie,vinho,vinho branco,vinhos aromáticos,vinhos brancos brasileiros,vinhos brancos intensos,vinícola,

Maturação sur lie em vinhos brancos: como essa técnica funciona?


O termo de origem francesa refere-se à maturação “sobre borras”, o que aumenta a complexidade e cremosidade nos vinhos brancos.

Seja utilizada na elaboração de espumantes, seja na estruturação de vinhos brancos, a maturação sur lie, desde que aplicada a bebidas de alta qualidade, traz resultados excelentes oriundos de componentes das próprias leveduras que fizeram sua fermentação.

Todo o processo se inicia quando, após a transformação do açúcar em álcool (fermentação alcoólica), as leveduras entram na fase de autólise, que é uma autodegradação natural das moléculas, operada pelas enzimas ali presentes. Após algumas semanas, uma porção sólida se deposita no fundo dos recipientes: é a “borra”, sobre a qual faremos maturar o vinho sur lie, ou que será separada nas elaborações convencionais.

Essas borras nada mais são do que leveduras mortas sedimentadas, com compostos nitrogenados, aminoácidos, proteínas, lipídios e, mais importante, complexos aromáticos que podem ser restituídos ao vinho. Além da fermentação alcoólica, mais borras podem surgir caso se inicie a segunda fermentação, a fermentação malolática.

Borras depositadas ao fundo de barril após a autólise das leveduras que transformaram a uva em vinho. Observa-se também o processo de bâtonnage (revolvimento com bastão) das borras em um vinho branco.

O procedimento comum é separar o vinho das borras, que se mantêm ao fundo enquanto o líquido é conduzido a outro reservatório. Porém, a enóloga pode optar por manter o vinho em contato com parte dessa borra, o que traz mais complexidade aromática e deixa o vinho mais redondo e macio. Nos vinhos brancos o contato com as borras também é responsável por aumentar o corpo, conceder mais cremosidade, interferir na expressão dos taninos e elevar sua intensidade de aromas e sabores, além de deixá-los mais estáveis, durarouros, profundos e estruturados. Se o vinho for de boa qualidade, com uvas extremamente sadias e de boa maturação, tendo passado por uma fermentação bem conduzida, a borra trará propriedades igualmente favoráveis. Mas também pode ocorrer o oposto. Por isso a seleção dos vinhos cuja elaboração será conduzida dessa maneira precisa ser rigorosa, cabendo à enóloga julgar a quantidade, o tempo e se um vinho deve ou não ficar em contato com as borras.

Por esse motivo o método é também melhor aplicado a vinhos que se destacam em algumas qualidades, como é o caso do Moscato de Alexandria da Casa Tertúlia, extremamente aromático e com corpo e complexidade suficiente para receber a intervenção das borras. Inspirado na elaboração dos vinhos sur lie franceses, o Moscato da safra de 2019 da Casa Tertúlia passou por um método sur lie com borras refinadas, o que pode ser constatado observando a própria garrafa.

Moscato de Alexandria, safra 2019, Casa Tertúlia. Um vinho sur lie de coloração amarelo âmbar, muita intensidade e complexidade aromática, inspirado em métodos franceses.

Certamente as características marcantes desse vinho de lote limitado se devem, em partes, à varietal que é altamente aromática, com características muito favoráveis na hora da elaboração do vinho, e, em partes, às propriedades que foram enobrecidas através da maturação sur lie, além da meticulosa atuação da enóloga optando por esse método. Vale a pena conhecer os sabores de mel, erva-doce e as notas cítricas desse que certamente é um Moscato único e cheio de personalidade.

Fontes:
https://adegaperlage.com.br/2019/10/30/sur-lie-e-batonnage-no-vinho/
http://www.tintosetantos.com/index.php/envelhecendo/422-sur-lies-o-que-e-isso
https://www.labivin.net/article-que-signifie-la-mention-sur-lie-muscadet-50516514.html
https://dico-du-vin.com/elevage-sur-lies-l/
https://wisp-campus.com/l-elevage-sur-lies/?lang=en
https://www.enocultura.com.br/muscadet/
https://www.wine.com.br/winepedia/sommelier-wine/sur-lie-e-batonnage/

Agradeço também à enóloga da vinícola Casa Tertúlia, Viviane M. Massi Hilgert, pelas informações prestadas.

« »
Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-01-22 16:55:19

Tags: brut,espumante,espumante brasileiro,espumante-brut,milanesa,parmegiana,pato,

Brut com Pato à Milanesa e Parmeggiana

O Chef Zé Brasil elaborou uma receita especialmente para acompanhar o espumante Brut Alliance da Casa Tertúlia. Nada mais nada menos que pato moído meio à parmegiana, meio à milanesa, com queijo de búfala, quinoa, brotos de rabanete, tomates cereja e folhas de capuzin. Muitas cores e sabores para hamonizar. Confira a receita.

Brut Alliance da Casa Tertúlia harmonizando com carne de pato à milanesa com cobertura à parmeggiana.

Receita
Hambúrguer feito com carne de pato moída, metade à milanesa, metade à parmegiana, acompanhado de queijo de búfala com quinoa, brotos de rabanete, tomates-cereja e folhas de capuzin.

Ingredientes
200g hambúrguer de pato
5 tomates cereja
Panko para empanar
Sal
Pimenta preta
Quinoa ou grãos de sua preferência para acompanhar

Preparo
Empanar o hambúrguer de pato no panko. Fritar em óleo de girassol. Ralar queijo de búfala e cobrir parte do hambúrguer, deixando metade da milanesa com cobertura parmegiana. Enfeitar com tomates, brotos e folhas de capuzin. Acompanhar de quinoa ou grãos de sua preferência.

Uma receira simples e deliciosa onde a crosta crocante é maravilhosamente acompanhado com os goles do espumante Brut Alliance da Casa Tertúlia, muito equilibrado e uma ótima parceria para diversos pratos.

Uma combinação maravilhosa entre a carne de pato e o espumante Brut Alliance da Casa Tertúlia.
« »