Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-11-28 21:06:06

Tags: avaliação de vinhos,casa tertúlia,espumante brasileiro,espumante brasileiro premiado,melhores vinhos brasileiros,vinho,vinho tinto,vinhos brasileiros,vinhos de qualidade,vinhos nacionais,vinhos premiados,vinícola casa tertúlia,vinícola revelação,wines of Brazil awards,

Últimas horas para votar na Casa Tertúlia como Vinícola Revelação

Votação encerra segunda-feira após o meio-dia. Para votar acesse o link abaixo.

Quem deseja votar na Casa Tertúlia para o prêmio de Vinícola Revelação ainda pode acessar a página de votação e participar. São oito finalistas sendo seis da Serra Gaúcha, uma de Viamão e a Casa Tertúlia representando o Alto Uruguai gaúcho.

A premiação é muito importante para a nossa região, pois permite a divulgação da alta qualidade dos vinhos aqui produzidos para todo o Brasil. O concurso Wines of Brazil Awards é um dos maiores eventos de avaliação de vinhos nacional, com muitos apreciadores com olhos atentos aos resultados.

Para votar, acesse: https://www.survio.com/survey/d/P0S7A2N6C1Q9V3O0P

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Escrito por:

Leodir D. Hilgert

Proprietário e fundador da Vinícola Casa Tertúlia

2021-08-12 12:02:00

Tags: alemães,cultivo de uva,familia,familia alemã,história,historia,historia da familia,história do vinho,historia do vinho,imigração alemã,imigração francesa,imigração polonesa,imigrantes,imigrantes europeus,suco de uva,vinho,vinicola familiar,

Legado de pai para filho? Conheça a história familiar da Casa Tertúlia

É comum a passagem de um legado de pais para seus filhos quando se fala do cultivo da uva e da produção de vinhos. Mas a história da Casa Tertúlia tem uma peculiaridade que foge um pouco a essa regra. Estabelecida em 2017, a saga familiar da vinícola começa quase cem anos antes, com os trabalhos dos avôs e avós de seus fundadores.

Em 1948, quando Albino Wagner e sua esposa Augusta Flora Knack mudam-se para o atual município de Dr. Maurício Cardoso, no noroeste do Rio Grande do Sul, encontram um parreiral de videiras na propriedade adquirida. Inicialmente sem saber o que fazer com aquelas uvas, contaram com os conhecimentos de um vizinho que os ensinou a processá-las e elaborar vinhos artesanais.

O casal Augusta Knack e Albino Wagner em meados de 1980, precursores da arte de vinificação que muitos anos antes fora aprendida com um vizinho e levada adiante pela família.

Um de seus filhos, o sempre bem humorado Armando Wagner, na época ainda um menino de apenas seis anos, acompanhando o pai desenvolve um grande fascínio pela prática de fazer vinho e leva o aprendizado por toda sua vida, passando a produzir algumas garrafas para consumo próprio e de amigos. Creditamos ao Seu Armando o resgate desta história, relatada na varanda da sua casa no interior do Alto Uruguai.

Armando Wagner, o tio Mando, a quem devemos o resgate dessa história, e que por muito tempo também produziu seus próprios vinhos e passou os ensinamentos aos filhos.

Augusta, seus filhos e o esposo mudam-se para o interior do município de Horizontina, onde decidem continuar com o cultivo de uvas, com Albino passando a vinificá-las para a família. Assim, em cada Natal, os familiares reuniam-se em sua casa para desfrutar das comidas deliciosas da vovó Augusta e deliciar-se com os vinhos do vovô Albino, que se encontravam em barris armazenados no porão da velha casa de madeira.

Quando os avós Albino e Augusta adquirem uma idade mais avançada, sua filha Ludwina e o esposo, Bruno Hilgert, acompanham-nos estabelecendo-se na propriedade da família Wagner. Foi nesse período que o patriarca ensina seu genro Bruno a processar as uvas e produzir vinhos artesanais da forma como ele fazia. Mais tarde, Bruno retorna para sua antiga morada, também em Dr. Maurício Cardoso, sendo incentivado por seu filho mais novo, Leodir, outro apreciador dos vinhos e das alegrias que proporcionavam na família, a continuar produzindo seus próprios vinhos artesanais. Assim, entre a vida, moradas e o cuidado familiar, manteve-se a tradição da uva e do vinho na família.

Fotografia de Ludwina Wagner e Bruno Hilgert. Após aprender o ofício com o sogro, Bruno seguiu produzindo e apreciando vinhos artesanais por toda a vida, paixão que passou ao filho Leodir.

Em 1993, casam-se Leodir Hilgert e Viviane Massi, uma jovem linda e sonhadora que se entusiasmava com a ideia de produzir seu próprio vinho. Na família de Viviane também se mantinha o hábito de produzir sucos de uvas artesanais entre as mulheres do lado paterno da família. Sua avó Laura Massi e as tias usavam técnicas antigas de pasteurização da uva através de fervuras em “banho maria”, conservando assim os sucos integrais em uma espécie de compota para serem degustados nos períodos das entressafras, armazenados em garrafas que hoje conhecemos como as de cerveja e tampadas com rolhas.

Família Massi reunida, com Laura e Floriano sentados, acompanhados das filhas já casadas e do filho Olívio, ao centro. Laura e as filhas mantinham o hábito de produzir sucos de uva em casa, passando a técnica de conservação das frutas por gerações.

Também Erna Dopke e Olívio Massi, pais de Viviane, tinham o hábito de cultivo da uva para consumo in natura e geleias. Era comum que os vizinhos viessem à sua casa, convidados a comer as uvas nos próprios pés, onde cresciam em fartura. Além de presentear amigos e vizinhos e servir para o consumo da família, serviam para coberturas das típicas cucas de uva e para as geleias ou schmiers que se produziam em casa. Assim foi também passado aos filhos o interesse pelo cultivo da uva. Viviane, entusiasmada em conhecer mais sobre as vinhas e os vinhos, acompanhava seu sogro Bruno Hilgert nas conversas sobre o assunto. Essa disposição fez perpetuar o legado das uvas e da vinificação, que hoje mantemos com a vinícola Casa Tertúlia. Um ensinamento passado não apenas de pais para filhos, mas de pais para genro e depois para nora.

Na foto a família Dopke, com Hermina Betcher, Henrique e seus filhos. Erna, a segunda da esquerda para a direita, terá em sua casa um parreiral de uvas, compartilhando as frutas com vizinhos e elaborando geleias e as tradicionais cucas de uva.

Em 2006, Leodir e Viviane Hilgert, juntamente com seus dois filhos, Jéssica e Gabriel, mudam-se para a Serra Gaúcha, nas proximidades do Vale dos Vinhedos, a “meca” da enologia brasileira. É então que Viviane faz seus estudos em Viticultura e Enologia e se especializa como sommelière, dedicando-se definitivamente à produção de vinhos finos de alta qualidade. É nessa fase que a tradição familiar, a paixão pelos vinhos, as amizades e os bons momentos unem-se com o conhecimento técnico e científico que dão origem ao processo produtivo da Casa Tertúlia.

Viviane Massi Hilgert, enóloga da Casa Tertúlia, em sua formatura no ano de 2017.

Depois da formação em enologia, surge a ideia do casal fundar a própria vinícola, com o objetivo de combinar diferentes experiências, juntando a rigidez dos controles absorvidos atuando em grandes corporações com a paixão pela vinificação e o desejo de deixar uma contribuição para um estilo de vida melhor. O objetivo traçado foi o de juntar conhecimento tecnológico, paixão, equilíbrio ambiental e controles exigentes para elaborar pequenos lotes com qualidade superior, a serem oferecidos a um público que busca por uma experiência diferenciada. Junto a isso, une-se a ideia de conciliar vinhos com refeições harmonizadas e bons momentos com pessoas queridas, transformando estas experiências em momentos inesquecíveis, lembrado mesmo na escolha do nome da vinícola.

Leodir e Viviane Hilgert em frente aos portões da vinícola.

Eis que em 2017 surge então a Vinícola Casa Tertúlia, uma vinícola boutique cujo projeto parte do princípio de integrar um ecossistema ambiental que permite usar do equilíbrio ecológico para minimizar a necessidade de intervenção química na produção das videiras. Integrando a produção das uvas em vinhedos consorciados com ovinocultura, é feito um controle de ervas daninhas; e com a manutenção de aves como galinhas, galinhas d’Angola, patos e gansos, que se encarregam de comer pequenos insetos, faz-se o controle de pragas no parreiral. Hoje, junto do esposo e filhos, Viviane Hilgert, a enóloga da vinícola Casa Tertúlia, é a grande responsável pela produção dos derivados da uva, mantendo o foco em fabricar vinhos do mais alto padrão de qualidade, combinando a tecnologia e controle de processo, que inicia num específico método de cultivo aliado a uma rigorosa seleção das uvas de excelente padrão de sanidade, ideais para a vinificação. O resultado deste trabalho cuidadoso, suportado pela tecnologia inserida na vinificação, a dedicação da família e o acompanhamento integral de uma enóloga apaixonada pelo que faz, imprime no terroir dos vinhos Casa Tertúlia a estampa de sua alma e a história de gerações.

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Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-04-13 16:10:50

Tags: aves,casa tertulia,galinhas,galinhas d'angola,gansos,meio-ambiente,natureza,ovinos,patos,qualidade de vida,respeito ao meio-ambiente,saude,sustentabilidade,sustentável,uva,uvas,vinhedo,vinho,vinho sustentavel,vinícola,vinicola,vinícola casa tertúlia,vinícola sustentável,vinicolas sistentaveis,vinícolas sustentáveis,vinicolas sustentaveis,viticultura,

Vinhedos sustentáveis

Elaborar bebidas de alto padrão vem acompanhado de muita dedicação nos vinhedos. Conheça um pouco dos cuidados e manejos que adotamos com as videiras aqui na Casa Tertúlia.

O amor por animais e um ambiente sustentável

O primeiro passo para conciliar videiras com animais como ovinos e aves é ter muito amor e respeito no cuidado deles e das plantas. Buscamos um ambiente sustentável onde cada elemento do sistema viva de forma saudável e bem‑cuidada.

Uvas de maior qualidade

O resultado são frutos que apresentam altos níveis de sanidade, maturação e qualidade elevada, crescendo em um ambiente saudável com o mínimo de intervenções. A cada dia investimos em mais práticas para promover um cultivo sustentável.

Conciliação com ovinos para controle de ervas‑daninhas

As ovelhas são parte importante do manejo que adotamos aqui na Casa Tertúlia, pois ao se alimentarem de inços que crescem nos vinhedos elas permitem fazer um controle ambientalmente correto da vegetação sobre o solo, que pode vir a competir com as videiras. Combatendo as ervas daninhas com sustentabilidade, as uvas crescem mais fortes e sadias.

Tecnologia em irrigação subterrânea e segurança hídrica

Conhecendo o terroir do Alto Uruguai gaúcho, sabemos que apesar dos períodos de chuva e frio, também ocorrem verões muito intensos com risco de estiagem. Uvas sem um fornecimento hídrico adequado não podem se desenvolver, correndo o risco até mesmo de morte das plantas. Pensando nisso implementamos uma tecnologia israelense de irrigaçao por gotejamento subterrâneo, que evita desperdícios e permite que as videiras tenham água em momentos chave para ser crescimento, e, por consequência, uvas de maior qualidade.

Cuidado de cada planta, acompanhamento e dedicação na viticultura

Diferentemente de uvas cultivadas em extensos hectares de terra, na Casa Tertúlia optamos por lotes limitados a um tamanho que nos permita cuidar de cada pé, acompanhando em passeios frequentes aos vinhedos o desenvolvimento das videiras. Isso nos permite combater eventuais ataques de insetos, fungos ou outros fatores nocivos de forma pontual e controlada. Assim, se uma planta apresenta alguma enfermidade, ela logo é encontrada e tratada antes de se transmitir para as outras. Se uma videira nova cai no chão e sofre os abalos do vento, ela é rapidamente encontrada e firmada, o que evita machucados nos galhos e caule e, com isso, a entrada de doenças. Cuidados como esses elevam a qualidade das videiras e seus frutos.

Patos, galinhas d’angola, gansos e galinhas caipiras no controle de pragas

A presença de aves na propriedade auxilia no combate de insetos que, em demasia, podem prejudicar as plantas. Um número controlado desses animais permite um número também controlado de pragas. De forma natural, as aves se alimentam desses pequenos insetos e mantêm toda a área em equilíbrio sustentável. Além disso, tornam o ambiente mais bonito e nos alegram com suas visitas e seus banhos no açude.

Contamos com a ajuda de todos

Além das aves e ovelhas temos cavalos que pastam em um ambiente separado do vinhedo e contamos com a ajuda do nosso fiel escudeiro Bob. Ele auxilia a cuidar das ovelhas, nos acompanha pelos vinhedos e está sempre disposto a receber um abraço e um carinho. Sem dúvida esses ajudantes não podiam passar sem serem mencionados!

Uvas saudáveis, a cada ano comprovando que nossa dedicação vale a pena

Ano a ano, a cada safra, recebemos a confirmação de nossos esforços e a recompensa da natureza: frutos sadios, maduros e doces que virarão vinhos ou sucos que expressam o cuidado e a qualidade de um manejo sustentável.

Plantação de mata nativa e recuperação de vertentes

Além do cuidado com as uvas, pensamos que todo o ambiente deve ser tratado com respeito à natureza. Não queremos apenas que os vinhedos sejam sustentáveis, mas que essa prática se estenda para toda a área em que vivemos. Por isso plantamos constantemente mudas nativas, com centenas já plantadas, fazemos a recuperação de água de vertentes, respeitamos matas ciliares e, como dizemos sempre, desejamos um mundo cheio de tertúlias sob as árvores. Acreditamos que novas técnicas e tecnologias sustentáveis, com o auxílio da ciência e das pessoas, podem fazer crescer uma mentalidade de cuidado e respeito ai meio‑ambiente.

Galinhas felizes no vinhedo

Com sua casinha móvel, as galinhas caipiras passam o dia no vinhedo alimentando‑se de insetos, fazendo a limpeza dos vinhedos e fornecendo matéria orgânica. A brincadeira é dizer que às vezes encontramos quase mais ovos do que uvas por lá! Vivendo livres e felizes, conseguimos conciliar a plantação de uvas com aves, que se auxiliam mutuamente.

Vinhedos saudáveis e bem acompanhados

Acompanhamos os vinhedos frequentemente para garantir que tudo esteja em ordem.

Colheita da uva

Nesta foto temos as caixas dispostas em cada fileira para a colheita dos frutos que partem direto para a vinícola, onde são processados de modo a manter sua qualidade no produto final. Claro que o Bob está acompanhando!

Qualidade, qualidade e qualidade

Perseguimos de forma crescente a excelência no que fazemos. Frutas com qualidade para produtos de qualidade.

Manejo de ovelhas

Para que possamos garantir as melhores condições nos vinhedos, fazemos uma seleção de períodos e número de animais que ficam no vinhedo, o que é fundamental para a saúde das plantas e a qualidade dos frutos.

Alegria em encontrar um ambiente fértil e sustentável

Quando as uvas começam a surgir, compreendemos que estamos perseguindo o caminho certo, sempre evoluindo e buscando mais qualidade, sustentabilidade e ume vida feliz e saudável.

Patinhos e gansos tomando banho no açude

Uma cena que muito se vê pela Casa Tertúlia!

Vinhedo ao fim do dia

Sol se pondo nos vinhedos em um dia de verão, logo após a vindima.

Um pouco das cores do Alto Uruguai gaúcho

Com belos planaltos e longos horizontes, muita incidência solar e grande variação térmica, o Alto Uruguai tem um terroir próprio e promissor para os vinhos.

Mais informações sobre o assunto em:

https://revistaadega.uol.com.br/artigo/vinicolas-brasileiras-comecam-a-utilizar-metodos-sustentaveis-na-sua-producao_3505.html
https://revistapesquisa.fapesp.br/ovelhas-e-gansos-entre-as-vinhas/https://www.clubedosvinhos.com.br/sustentabilidade-na-producao-de-vinhos/#:~:text=Antes%20de%20tudo%2C%20%C3%A9%20preciso,processo%2C%20ou%20melhor%2C%20minimizando%20os https://wp.ufpel.edu.br/vitivinicultura/ https://www.ecycle.com.br/component/content/article/41-pegue-leve/2643-vinho-sustentavel-ecologico-bebida-dos-deuses-saudavel-ambientalmente-correto-naturais-verdes-mercado-organico-simples-agrotoxicos-sulfitos-so2-dioxido-enxofre-antroposofia-filosofo-cosmos-exotico-chifre-vinificacao-antioxidante-leveduras-toxico.html https://engarrafadormoderno.com.br/materia-principal/a-sustentabilidade-nas-vinicolas
https://www.clubedosvinhos.com.br/sustentabilidade-na-producao-de-vinhos/#:~:text=Antes%20de%20tudo%2C%20%C3%A9%20preciso,processo%2C%20ou%20melhor%2C%20minimizando%20os
https://abrafrutas.org/2019/04/tecnicas-sustentaveis-de-plantio-preservam-o-solo-e-aumentam-rendimento-da-producao/

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Escrito por:

Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-02-11 12:42:16

Tags: Alto Uruguai e Novos Terroirs do Brasil,casa tertúlia,enologia,livro,livro sobre vinhos,livro sobre vinícolas brasileiras,regiões vinícolas brasileiras,vinho,vinho brasileiro,vinícola,

Casa Tertúlia é referida em livro sobre vinhos do Brasil

Livro Gente, Lugares e Vinhos do Brasil, acompanhado do vinho Cabernet Sauvignon da Casa Tertúlia, mencionado na obra.

Publicado no fatídico ano de 2020, o livro de Rogerio Dardeau, Gente, Lugares e Vinhos do Brasil, traz mais um feito importante para a vinicultura brasileira, em pleno ano de avanço do consumo e apreciação desta bebida elaborada em nossos solos.

Trazendo um amplo conjunto de vinícolas, regiões produtoras e pessoas que fazem vinho de sul a norte no país, Rogerio alcança um resultado muito promissor para quem deseja conhecer mais sobre a diversidade de nossas produções, marcando o grande número de brasileiros engajados com a arte do vinho.

À página 264 do livro, trecho em que se menciona a vinícola Casa Tertúlia, em capítulo acerca da região do Alto Uruguai gaúcho.

Do Alto Uruguai, na fronteira norte do Rio Grande do Sul com a Argentina, onde se encontra a vinícola Casa Tertúlia, passando pela Serra Catarinense, o Sul de Minas, a baiana Chapada Diamantina, compilando do norte até a Serra Gaúcha, são mencionadas no livro, em mais de 10 páginas em lista dupla, as pessoas que fazem com que essa história aconteça. A imensidão destacada pela obra indica também a necessidade de olhar-se a partir de uma nova perspectiva essa então importante atividade econômica do Brasil, cada vez mais presente e em crescimento constante.

Não bastasse esse grande compilado, o autor também trata de questões de legislação do vinho, das castas de uva produzidas e de uma série de aprendizados em enologia e viticultura. Transportando a demanda por uma identidade do vinho brasileiro, desde suas origens até suas expansões mais recentes, não se deixa de lado nem mesmo alguns projetos que foram iniciados e não se concluíram, marcando a grande pesquisa realizada pelo escritor.

Livro de Rogério Dardeau sobre vinhos brasileiros, as pessoas e as regiões que estão fazendo sua história, acompanhado pelo vinho elaborado no Alto Uruguai gaúcho, presente na obra.

A Casa Tertúlia é agraciada pela menção de suas práticas sustentáveis, destacando os ideais da vinícola que busca pela elaboração de vinhos de alto padrão, com o entusiasmo das tertúlias e o conforto da casa que a nomeiam. Além da utilização de rebanho de ovinos e de aves nos vinhedos, lembram-se de alguns dos primeiros vinhos elaborados pela casa, como o Merlot, o Cabernet Sauvignon e a varietal labrusca Isabel, uma das mais tradicionais uvas cultivadas no solo brasileiro. Ao norte do Rio Grande do Sul, encontramos um trilho cujo contorno é atualmente construído, com o surgimento de novas vinícolas, desde cooperativas até as vinícolas boutique, como é a Casa Tertúlia, que estão buscando deixar sua marca no mundo dos vinhos. Presente, o Alto Uruguai gaúcho e, em especial, a Casa Tertúlia, encontram-se muito contentes por participar dessa obra do vinho brasileiro.

Fonte:
DARDEAU, Rogerio. Gente, Lugares e Vinhos do Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 2020.

Para adquirir o livro, acesse: https://www.mauad.com.br/index.php?route=product/product&product_id=33906

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Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-01-24 17:38:03

Tags: Alto Uruguai e Novos Terroirs do Brasil,borras,casa tertúlia,élevage sur lie,enologia,maturação sobre borras,método francês,moscato,moscato de alexandria,moscato-2019,muscadet,muscadet de la loire,sur lie,vinho,vinho branco,vinhos aromáticos,vinhos brancos brasileiros,vinhos brancos intensos,vinícola,

Maturação sur lie em vinhos brancos: como essa técnica funciona?


O termo de origem francesa refere-se à maturação “sobre borras”, o que aumenta a complexidade e cremosidade nos vinhos brancos.

Seja utilizada na elaboração de espumantes, seja na estruturação de vinhos brancos, a maturação sur lie, desde que aplicada a bebidas de alta qualidade, traz resultados excelentes oriundos de componentes das próprias leveduras que fizeram sua fermentação.

Todo o processo se inicia quando, após a transformação do açúcar em álcool (fermentação alcoólica), as leveduras entram na fase de autólise, que é uma autodegradação natural das moléculas, operada pelas enzimas ali presentes. Após algumas semanas, uma porção sólida se deposita no fundo dos recipientes: é a “borra”, sobre a qual faremos maturar o vinho sur lie, ou que será separada nas elaborações convencionais.

Essas borras nada mais são do que leveduras mortas sedimentadas, com compostos nitrogenados, aminoácidos, proteínas, lipídios e, mais importante, complexos aromáticos que podem ser restituídos ao vinho. Além da fermentação alcoólica, mais borras podem surgir caso se inicie a segunda fermentação, a fermentação malolática.

Borras depositadas ao fundo de barril após a autólise das leveduras que transformaram a uva em vinho. Observa-se também o processo de bâtonnage (revolvimento com bastão) das borras em um vinho branco.

O procedimento comum é separar o vinho das borras, que se mantêm ao fundo enquanto o líquido é conduzido a outro reservatório. Porém, a enóloga pode optar por manter o vinho em contato com parte dessa borra, o que traz mais complexidade aromática e deixa o vinho mais redondo e macio. Nos vinhos brancos o contato com as borras também é responsável por aumentar o corpo, conceder mais cremosidade, interferir na expressão dos taninos e elevar sua intensidade de aromas e sabores, além de deixá-los mais estáveis, durarouros, profundos e estruturados. Se o vinho for de boa qualidade, com uvas extremamente sadias e de boa maturação, tendo passado por uma fermentação bem conduzida, a borra trará propriedades igualmente favoráveis. Mas também pode ocorrer o oposto. Por isso a seleção dos vinhos cuja elaboração será conduzida dessa maneira precisa ser rigorosa, cabendo à enóloga julgar a quantidade, o tempo e se um vinho deve ou não ficar em contato com as borras.

Por esse motivo o método é também melhor aplicado a vinhos que se destacam em algumas qualidades, como é o caso do Moscato de Alexandria da Casa Tertúlia, extremamente aromático e com corpo e complexidade suficiente para receber a intervenção das borras. Inspirado na elaboração dos vinhos sur lie franceses, o Moscato da safra de 2019 da Casa Tertúlia passou por um método sur lie com borras refinadas, o que pode ser constatado observando a própria garrafa.

Moscato de Alexandria, safra 2019, Casa Tertúlia. Um vinho sur lie de coloração amarelo âmbar, muita intensidade e complexidade aromática, inspirado em métodos franceses.

Certamente as características marcantes desse vinho de lote limitado se devem, em partes, à varietal que é altamente aromática, com características muito favoráveis na hora da elaboração do vinho, e, em partes, às propriedades que foram enobrecidas através da maturação sur lie, além da meticulosa atuação da enóloga optando por esse método. Vale a pena conhecer os sabores de mel, erva-doce e as notas cítricas desse que certamente é um Moscato único e cheio de personalidade.

Fontes:
https://adegaperlage.com.br/2019/10/30/sur-lie-e-batonnage-no-vinho/
http://www.tintosetantos.com/index.php/envelhecendo/422-sur-lies-o-que-e-isso
https://www.labivin.net/article-que-signifie-la-mention-sur-lie-muscadet-50516514.html
https://dico-du-vin.com/elevage-sur-lies-l/
https://wisp-campus.com/l-elevage-sur-lies/?lang=en
https://www.enocultura.com.br/muscadet/
https://www.wine.com.br/winepedia/sommelier-wine/sur-lie-e-batonnage/

Agradeço também à enóloga da vinícola Casa Tertúlia, Viviane M. Massi Hilgert, pelas informações prestadas.

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Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-01-12 17:26:25

Tags: brut,espumante,espumante brasileiro,harmonização,massa,moscato,moscato de alexandria,receita,vinho,vinho branco,

Caccio, Peppe i Limone com Brut ou Moscato

Queijo, pimenta, limão, ervas frescas como o alecrim e o majericão: qual vinho você prefere, um Moscato de Alexandria ou um espumante Alliance Brut?
Queijo, pimenta, limão, ervas frescas como o alecrim e o majericão: qual vinho você prefere, um Moscato de Alexandria ou um espumante Alliance Brut?

Dizem os enófilos que um bom vinho e um bom prato fazem o melhor dos casamentos. Depois de provar essa harmonização, é difícil discordar. Os sabores de ervas frescas da massa, o toque do limão e da pimenta, o parmesão derretendo… Agora imagine com uma taça refrescante de vinho branco Moscato da Casa Tertúlia, que já é profundamente intenso e aromático, ou então o nosso Alliance Brut, com seu frescor e frutas cítricas. Em uma noite de verão, com boa música do seu agrado e uma boa companhia, sugerimos fortemente que você prove essa receita (ou em outro momento qualquer).

Este prato pede poucos ingredientes:

  • Alho
  • Manteiga
  • Azeite de oliva
  • Ramos de alecrim fresco
  • Manjericão fresco
  • Limão
  • Pimenta
  • Parmesão
  • Massa (sugestão: spaghetti ou fetuccine) 
  • Sal

Na água fervente, adicione a massa pelo tempo indicado no pacote. Refogue o alecrim com o alho picado em manteiga e azeite de oliva numa frigideira grande. Adicione a pimenta moída na hora e sal, mas cuide para não exagerar. Desligue, esprema o suco de um limão e misture. Rale o parmesão e pique em tiras finas o manjericão fresco. Antes de adicionar o queijo, retire o alecrim e coloque junto com a panela de massa, ou descarte. Quando a massa ficar al dente, tire-a da água e passe à frigideira. Ligue em fogo baixo, adicione o parmesão e mova delicadamente. Pode-se adicionar um pouco da água do cozimento para aumentar a cremosidade. Adicione o manjericão fresco, mais azeite de oliva e limão se preferir. E queijo, que nunca é demais, né?

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Jéssica Hilgert

Sommelière, estudante de filosofia e colunista da Casa Tertúlia

2021-01-12 17:21:18

Tags: cabernet,cabernet sauvignon,cabernet sauvignon e cordeiro,cabernet-sauvignon-2018,carne de cordeiro,cordeiro,cordeiro e hortelã,harmonização,harmonizar carne de cordeiro,harmonizar vinho,hortelã,molho de hortelã,receira,vinho,vinho e cordeiro,vinhos finos,

Cabernet Sauvignon com Cordeiro e Hortelã

Uma das combinações mais adoradas feitas aqui na Casa Tertúlia é entre a carne de cordeiro e o nosso Cabernet Sauvignon da safra de 2018. Em especial, ao acompanhá-lo com molho de hortelã, este prato acentua as notas do vinho, com a carne ensejando a cada gole uma combinação perfeita. Acompanhe a receita abaixo e harmonize sem erro. Vamos à receita?

Carré de Cordeiro com Molho de Hortelã fazem uma harmonização perfeita com o Cabernet Sauvignon da Safra 2018 da Casa Tertúlia.


Inicie temperando o carré de cordeiro com sal e sele-o na manteiga, levando em seguida para assar no forno ou na churrasqueira. Adicione limão enquanto a carne é assada. Além do carré, pode-se também usar a paleta e outros cortes de cordeiro, que o resultado segue sendo perfeito.

Para o molho de hortelã, lave e pique em pequenos pedaços um maço de folhas de hortelã e 1 dente de alho pequeno. Salgue, adicione uma colher de chá e meia de mel, suco de 1 limão e azeite de oliva até a mistura ficar líquida. Misture tudo, preferencialmente com a ajuda de um pilão.

Acompanhe de batatas assadas com alecrim, purê ou mesmo uma massa de molho branco ou alho e olho.

A harmonização com o Cabernet Sauvignon da safra 2018 da Casa Tertúlia é simplesmente fantástica. Que tal preparar e desfrutar de uma noite de boa comida e bom vinho?

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